DEPÓSITO DE ESCRITOS QUE PASSARAM NUMA PRIMEIRA PENEIRADA. O CRIVO É SUSPEITO - EU MESMO. TENHO OUTROS BLOGS COMO O CONTO & POESIA, O CRONIFOTOS E O ARQUIVO PERMANENTE, ALÉM DOS DE CONTOS INFANTIS.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
RENDIÇÃO
UM DOS PREMIADOS
Rendo-me à natural análise
efeito dum plantio em borrascas
trovões e ventanias
Rendo-me ao equilíbrio
aceito a fêmea
integral
Rendo-me à solidão
translimite galáctico da mente-coração
Rendo-me à pele
aos pés
ao divino tormento do orgasmo
a este momento Deus
Rendo-me à solidão
translimite galáctico da mente-coração
Rendo-me à pele
aos pés
ao divino tormento do orgasmo
a este momento Deus
domingo, 14 de setembro de 2014
NOTICIAS
A Calcanhoto diz, na musica que escuto agora
"quando vem o seu cheiro, dentro de um livro, na cinza das horas..."
eu como um milho verde, só;
tem gente aqui por casa hoje,
mas estão no vizinho.
Companhia boa hoje, não sou.
Até salvei uma futura amiga
de mim mesmo,
pois para não ser inclusivo,
basta apenas dizer a verdade - com
antecedência.
Também tenho na frente uma lata de Atum
e uma salada comprada pronta -
coisas que aprendi com a tua praticidade.
Uma praticidade de holocaustos.
kkkk - a gargalhada das redes sociais - Adoro
o novo.
e o novo é o que me salva.
Se querias notícias minhas - aí está.
O novo! Quando nos chega pelas trilhas
luminosas
do Caminho Sagrado, compreende as perdas,
suaviza o velho que amamos,
explica até o inexplicável
para que nos ajoelhemos no altar das Verdades,
e choramos as mentiras que vivemos
entendendo a dor que rasga os corações que
sangram,
tudo para continuar a vida, com a dignidade
dos guerreiros
que perderam a batalha.
Levanto - danço,
por mim e por todos
que somos Um.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
A SOLIDÃO QUE EU AMO
A solidão que eu amo não é o vazio sem nada,
mas conectada à teia
que interliga todas as coisas.
É uma solidão inclusa,
imanente c’ oa natureza toda,
com o canto dos pássaros,
o cheiro da relva molhada,
todas as luzes e cores,
fortes ou apagadas.
A solidão que eu amo é vaga,
amor que eu persigo,
amada nunca encontrada,
e quando dela me acerco
voa o tempo,
escapa-me esse tempo sem
tempo...
Bem, preciso escrever algo sobre esse antigo poema. Talvez seja o que eu mais amo. Sempre relutei em publicá-lo, pois ainda tinha a ilusão de guardá-lo para e somento só, um pequeno novo livro. Tolices de vaidades deste mundo das ilusões. Ontem vi um desenho do Gustavinho, e pedi para que o escaneie, pois quero colocá-lo junto com este poema. Vários destes escritos que aqui os estou depositando vem de um arquivo-livro que na época o chamei de ESVAZIANDO A MALA, nome de um dos poemas. Aliás, meus poemas não são nem bem poemas, mas gosto de chamá-los mesmo de prosa poética, principalmente esses em que me alongo muito. Outra coisa. Creio que a maioria deles foram escritos por volta do 1994.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
POESIA
O
momento poético!
talvez
uma parada no tempo
calmaria
o
medo da falta dos ventos
e
junto
uma
ânsia
o
sentido do explorador
do
não poder ficar parado
ir
em frente
além
dos ventos
e a
impossibilidade de movimento
ficar
aceitar
esperar
é
isso!
A
conjunção poética!
Um
sentido interior
de
força
de
dentro pra fora
e a
impossibilidade de mover-se
...lentamente
refletidamente
a
mão desliza
vagarosa
em
direção à folha
busca
a pena...
Cuidado!...
Cuidado!...
Não
deixa o momento ir-se!
Não
fala!
Não
interrompa!
O
instante mágico!...
Abriu-se
um claro!
Ele
falará!
Alguém
falará!
Como
no tiro certeiro do arqueiro
o
cavalheiresco arqueiro Zen
como
a folha que
ao
peso da neve
cai
dobrando-se
sem
que o humano olho veja
ou
perceba
o
instante
de
um pequeno poeta
que
talvez jamais possa obter a Estesia de Tagore
simplesmente
porque não é e nem será jamais Tagore
ou
qualquer outro gênio
apenas
um
humano comum, qualquer,
que
também tem seu direito de sofrer sem dor
que
é o amor
pois
reflete um brilho
uma
luz
um
raio de compreensão
a
organização do caos
talvez
um beijo
um
bafejo
do
Criador.
FINFINE! (para Thor Rio Apa)
digo
definitivamente
antes
fazia
eventualmente
num
filme do John Wayne.
E o
que mais?
E o
que mais?
Hum...
Enterrem
meu coração na curva do rio!?
Mas
isso
e
outras coisas,
não
são completamente norteamericanas
são
índias
são
negras
e a
integração lá não houve
nunca
houve
ou
ainda não houve.
Ufa!
Lembrei!
Talvez
em Glory
um
filme verdade
primeiro
pelotão de negros
na
Seceção
entregam-se
em holocausto pela liberdade
e
havia um branco comandando junto!
Mas
Walt Withman foi aquele que um dia eu não quis ler
para
não copiá-lo
leio
agora!
Já
sem problemas
talvez
copie, e pronto!
Walt
Withman foi diferente
porque
é de hojel
sendo
de um século atrás
Dou-lhe
um diploma de aquariano!
Se
é que não era.
Empresto-lhe
meu ascendente
aquário
se
é que não o tinha também.
Era
diferente porque deixou uma pista
sem
as pistas complexas
da
santa loucura do J. J. Benitez
medindo
a tumba de Júlio Verne.
Era
diferente na simplicidade de dizer-nos a
mesma coisa
como
nestes versos:
" Eu me planto no chão
para crescer
com a relva que eu amo:
quando vocês de novo me
quiserem,
é só me procurarem
debaixo das solas dos seus
sapatos
.....
Se logo de saída não me
acharem,
mantenham a coragem:
se me perderem num lugar,
procurem
achar-me noutro:
em algum ponto eu ei de
estar parado
a espera de vocês."
Ou
simplesmente:
" Desconhecido, se você
vier passando
e der comigo e me quiser
falar
- por que não há de falar comigo?
E eu, por que
também não haveria de falar
com você? "
Era
diferente.
Era.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
HERÓI
HERÓI
Faltam-me palavras e imagens
para ser superbuarque
falta-me a têmpera de aço
de querer a glória da pista
e a fórmula mágica do Ayrton
falta-me até a graça
a harmonia do humor
para ser o melhor
o furor dos palhaços
tudo pedaços
a vida pedaços
os filhos pedaço
a casa pedaço
um ser de pedaços
crise
a alma em pedaços
sem solução
só a dança da chuva
e fazer chover
não faço aos pedaços
sei por inteiro
chocalho na mão
em meio ao deserto
herói na velhice
a terra arrasada
as rugas na cara
o balanço do vento
montanha no fundo
a águia no ar
a cobra no chão
danço
e choro lágrimas
cumpro
o ritual
PILOTO (Ao Comandante Dilermando)
Eu
não tenho passaporte
e o
comandante me contava histórias
lindas
fantásticas
do
mundo todo
desfilavam
por
sobre mim
entravam
fundo nos meus sentimentos
tristes
belas
alegres
enfezadas
inconvenientes
outras
tão instrutivas
um
livro inteiro,
dariam
um livro inteiro!
A
psicologia de cabina
a
vitória sobre a postura militaresca
hipócrita
-
Como colocar a freira clandestinamente à bordo,
para
acompanhar o agonizante sem dinheiro?
Responder
a inquérito disciplinar
após
decidir
replicar
não
parar em nenhuma das paradas obrigatórias
fazer
a rota toda por conta própria
para
salvar a menina
criança
que
em dado momento da vida
nos
cobra a coragem
dignidade
de
enfrentar os desmandos
tantos
da
burrice asfixiante
o
artificialismo
o
formalismo burro
assassino
sempre
a espera da espada do justiceiro
do
futuro
de
um novo tempo que sempre virá
porque
é o caminho natural da evolução
tracionada
controlada
pelos
canalhas insistentes
conscientes
ou inconscientes
das
engrenagens caducas
velhas
misérrimas
do
monturo decadente
que
teima em não cumprir sua parte
de
ser adubo
apenas
lixo reformante
do
novo
sempre
e sempre adentrante
penetrante
revivificante
Mas
e o comandante?
E
eu,
que
não tenho nem passaporte?
-
Não conheço o mundo!
Fale-me
das Ilhas Madeiras, comandante,
da
cultura portuguesa,
dos
babacas de sua majestade inglesa,
dos
americanos ávidos de ouro e guerras,
da
África,
Nigéria,
da
Índia,
e
damos risadas
do
piloto Salazar,
do
gaúcho
com
linguajar de campo
"
criado no meio do bosterío "
a
pilotar Boeing's
como
se laça touro bravio...
Além
de não ter passaporte,
não
sei escrever nem livros
só
poemetos
escangalhados
que
nem ríma tem
ao
nível dos mestrados
Bem,
a
vida é assim mesmo
estas
são as maiores lições
reconhecer
humildemente
não
saber
ouvir
procurar
compreender
sorrir
e
agradecer a Deus
o
presente de um dia,
ter
tido a oportunidade
de
conversar com um ser
diferente
que
em momentos divinos
(só
eles o sabem)
observam
o mundo
de
uma cabina
poderosa
portentosa
e
podem ser
por
procuração de um Comando Maior
"Senhores
do Universo"
pilotos
do mundo
da
aviação.
Poema publicado na revista Vôo do Pensamento,
da Associação dos pilotos da Varig, na
coletânea dos
de 1994
LIBERTAÇÃO (para Ami, o menino das estrelas)
Entupido, literalmente,
de coisas para ler e estudar,
com volúpia,
com vontade,
não consigo fazê-lo,
por causa do trabalho
de ter que ganhar a vida
e río-me, com escárnio
e penso na massa,
no populacho
e penso nos ricos
a contraparte da miséria
e río-me, com escárnio
penso nos políticos e nos
religiosos
nos militares e nos
bancários
nos lavadores de carros
e nos superfuncionários,
sem encontrar saída para
eles.
Não há saída!
- Você é louco, dirão!
Podem dizer, mas que não há,
não há...
Eu encontrei-a
e posso partilhá-la...
Encontrei-a na natureza das
coisas
que nenhum superfuncionário,
militar ou rico verá,
encontrei-a no som das
estrelas
nos murmúrios do mar
no amor que dou, sem cobrar,
na liberdade do basta final
às instituições e religiões
formais
a todas essas porcarias
oficiais
que escravizam as mentes
vampirizam o ser
e os enquadram
ou para rezar
ou para ganhar dinheiro
" e serem felizes!?
"
- Ô louco!
Encontrei-a na arte de amar
mas sobretudo num mergulho
que dei
interior
quando liguei a lanterna da
curiosidade
e fui observando-me dentro
uns pontinhos estranhos, reluzentes,
uns pontinhos estranhos, reluzentes,
- mas que?
Um firmamento!?,
Estrelas?
Eu descobrí, gente!
Estrelas brilhando em mim,
lá
dentro!
PAREÇO VENTO
Sou vento e tempestade
chama que invade
emana
transcende e vara
mas não sempre
sou manso, tanto
que pareço às vezes um cordeiro
suave brisa
afago na cabeça
mãos de luz
de carinho mesmo
até de amor
embora não pareça
do que eu mais gosto
é ser liberto
livre
pássaro solto
ô estorvo
se me aprisionam o corpo
a mente
o sentimento todo
então demente, eu sei,
pareço às vezes
sou tudo e nada
Deus
fumaça
lábios
músculos
semente
vida
mas talvez o mais
um pouco amigo
e isso é bom se assim pareço
raio e calmaria
no tufão
estouro bomba
dinamite
só não gosto mesmo
ser bufão
pássaro tolo
e sei que sou
pois me pareço às vezes
sou ar
sou fogo
um pouco água
e terra
pé-no-chão
quase nada
e nem pareço
PASSOS IDENTIFICÁVEIS
se enterneceu e tocou,
dedilhou o pinho, cantou,
namorou a lua, a rua,
as janelas, as meninas belas,
entrou em seus olhos, seus sonhos
e entre suspiros sentidos de um sexo travado,
reprimido,
engoliu a fumaça de todos os cigarros do mundo.
Então o guerrilheiro chegou,
destravou suas armas,
dilacerou almas,
ameaçou, berrou,
chateou todo mundo
antes de se esconder na solidão da dor.
Caminhou solitário.
Dobrou a esquina da depressão:
horror!
O inferno de Dante assomou,
molhou os pés nos
vagalhões daqueles
mares
soturnos das almas...
Recuou,
recuou, e foi refugiando-se
no aconchego das religiões.
Ufa! Alivio!
As igrejas, o calor!
Quanto tempo durou?
Foi tão bom!
Tão e tão bom!!
Passaram-se anos até que
o ataque dos bandos fanáticos
o empurrassem contra o altar,
contra o púlpito das pregações,
gelado, frigorífico, cadavérico,
pós-mortem, além, pra-lá-da-Terra!
E a queda e o sucesso
ou o sucesso e a queda,
não sei bem em que ordem,
entraram alegres no salão de
tons alaranjados
com vista para mar
e divãs, com uvas para
saborear.
Ó delicia das delicias!
Não fosse o Mestre adentrar
chicoteando a todos,
pondo-os pra trabalhar.
- Chega!
Ponham-se a produzir sementes!
Façam por merecer!
Não fiquem ai parados pelo amor de Deus!
Não sejam idiotas pois a morte vem,
a doença vem, a Aids, o câncer,
E até o bicho-papão e tudo de ruim
pra quem não tem um pingo de consideração
com quem a
vida te deu,
E o amor, e a alegria, e a canção,
e o calor do útero, o tesão,
e todas as coisas divinas, o orgasmo-duplo,
a vida sem aflição, só paixão, só paixão!
A porta estava aberta.
ERA UMA VEZ (ao meu filho Daniel)
Não sei o que é pior,
se partir ficando
ou ir de vez,
afundando a barca da
vida,
abrindo a ferida de
uma só vez
Sete anos tinhas
e mais um irmão
sete segredos havia
em um coração
A nação ferida
a angústica parida
a febre terçã
a tua vinda da escola
o hino à bandeira
e um menino gritou,
que o meu heroísmo
era apenas uma lata,
pequena e falida
na palma da mão
Sete anos tinhas
e mais um irmão
sete segredos havia
em um coração
Depois desse tempo
outro tempo pintou
que de escuro negror
nem memória ficou,
mas haviam dois
pontos
de luz
e um timão
e um vento soprava
uma brisa sadia
outro dia
outra vida
e até Deus havia!
Sete anos tinhas
e mais um irmão
sete segredos havia
em um coração
Sete anos ficaram
marcados bem fundo
em dois corações.
POSSÍVEL
O amor impossível se torna possível
além da sensualidade.
O amor impossível fica possível
após o ego,
e é possível no resgate da
inocência da criança interna
que habita em cada um
de nós.
Eu quero um amor possível
!!
Decreto que todo amor é possível
!!!
Exijo, em nome de Deus, que
todo
amor deve ser concluso,
límpido,
definitivo,
ou nunca terá sido
amor,
somente
sombra,
arremedo,
prazer fugaz,
"maya"
ilusão de
carnaval.
domingo, 7 de setembro de 2014
OFÍCIO
Ilmo. Sr. Juiz.
Solicito, pela presente, e tendo em vista motivos de ordem estritamente
particular (talvez temperamental), a redução da carga horária do meu regime de
casamento, para meio expediente, ou um expediente de um turno só.
Ciente e concorde, desde já, com a legal redução em 25% (vinte e cinco
por cento) dos benefícios advindos do regime de casamento integral,
subscrevo-me,
Atenciosamente.
ANJO
Um dia apareceu-me um anjo
e eu perguntei ao anjo:
- Que queres, anjo, tu de mim?
E antes que ele respondesse
eu fugi,
corri até a farmácia,
comprei algodões,
tapei os ouvidos
e voltei ao anjo,
para usufruir.
MAIS ALGUNS
Poesia
de Passagem
A milionésima mulher
que encontrei num ônibus,
e à distância amei,
surpreendeu os meus velhos valores.
Veio falar-me!...
E disse-me que como eu,
estava infeliz,
e só,
e intranqüila...
A MULHER DE PEIXES
Deusa
misteriosa,
não sofras
mais!
Deixa esse
altar de sacrifícios
e abraça-me
forte,
que tens o
afeto
maior do
mundo,
e ensina-me o
segredo,
o canal para o
Divino.
TEMPO DE AMOR
Novamente, o
tempo do amor!
Penso nela.
Outra vez:
sorrir, amar, sofrer, chorar.
AMOR
Saciado, te
amo pouco;
tarado,
muito...
louco!
FELICIDADE
Felicidade é
tarde de domingo,
dia de
futebol,
de sol amor e
gol.
NEM TODO
Nem todo
homossexual é puto,
embora a bunda
dão,
mas heteros
viados hão,
e abundam,
não?
NO SUBÚRBIO 1
Nos fios de
luz do subúrbio,
pendurados
rabos de pipas flutuam;
e a rua,
alongada, desconhecida,
arranca-me
saudades escondidas,
de quando?...
de quando?...
NO SUBÚRBIO 2
A
procura do ninho,
um
casal de passarinhos
pousou
no telhado.
A
casa era azul,
o
céu era azul,
e
eu esperava.
Olhava
o dia
e
sabia;
olhava
a casa
e
sonhava.
imagina!
PARA SORRIR.
A luz e a
sombra,
o mais e o
menos,
tudo o que
sabemos
e o que não
sabemos;
o bem e o mal,
o tudo e o
nada,
o barro e a
flor;
doença, dor,
amor e
desamor;
o ponto e a
reta,
a vida
correta,
a bagunça,
quando o crime
começa,
estão nos
limites que são a vida.
Isso
precisamos compreender,
vivendo,
tanto quanto
dominar,
morrendo.
CONCURSOS DE POESIA
Quem
da mais?!
Quem
da mais?!
Por
um coração quebrado,
roto,
amarrotado!
O CANTO DO BEM-TE-VI
Que tinha de
diferente
o canto do
bem-te-vi?
Eu soube que
era um aviso
de Deus,
que vinha
dali.
O arrepio não
foi no corpo,
falou-me à
alma -
pediu-me calma
confiança e fé.
Levantei-me
atento
e fui tomar meu café.
NÃO ERA TEU
Não
era teu,
era
meu,
um
certo tio Aristeu.
Porque
gostava do cara,
à
ponto de poetá-lo,
não
explico pela razão;
um
sentimento profundo,
o
jeito de churrascar,
a
vibração colorada
e
um tango no caminhar.
A
piscadela no olhar,
talvez,
uma
cumplicidade...
e o
luar,
de
Porto Alegre ao Chuí,
território
particular.
Meio
grosso,
meio
guasca,
gaúcho
de arrebentar,
mas
simples,
sincero
mirar,
e
um aperto de mão,
um
abraço forte,
de
arrebentar!
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