O
momento poético!
talvez
uma parada no tempo
calmaria
o
medo da falta dos ventos
e
junto
uma
ânsia
o
sentido do explorador
do
não poder ficar parado
ir
em frente
além
dos ventos
e a
impossibilidade de movimento
ficar
aceitar
esperar
é
isso!
A
conjunção poética!
Um
sentido interior
de
força
de
dentro pra fora
e a
impossibilidade de mover-se
...lentamente
refletidamente
a
mão desliza
vagarosa
em
direção à folha
busca
a pena...
Cuidado!...
Cuidado!...
Não
deixa o momento ir-se!
Não
fala!
Não
interrompa!
O
instante mágico!...
Abriu-se
um claro!
Ele
falará!
Alguém
falará!
Como
no tiro certeiro do arqueiro
o
cavalheiresco arqueiro Zen
como
a folha que
ao
peso da neve
cai
dobrando-se
sem
que o humano olho veja
ou
perceba
o
instante
de
um pequeno poeta
que
talvez jamais possa obter a Estesia de Tagore
simplesmente
porque não é e nem será jamais Tagore
ou
qualquer outro gênio
apenas
um
humano comum, qualquer,
que
também tem seu direito de sofrer sem dor
que
é o amor
pois
reflete um brilho
uma
luz
um
raio de compreensão
a
organização do caos
talvez
um beijo
um
bafejo
do
Criador.
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