sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A SOLIDÃO QUE EU AMO










A solidão que eu amo não é o vazio sem nada,
mas conectada à teia
que interliga todas as coisas.

É uma solidão inclusa,
imanente c’ oa natureza toda,
com o canto dos pássaros,
o cheiro da relva molhada,
todas as luzes e cores,
fortes ou apagadas.

A solidão que eu amo é vaga,
amor que eu persigo,
amada nunca encontrada,
e quando dela me acerco
voa o tempo,
escapa-me esse tempo sem tempo...









 Bem, preciso escrever algo sobre esse antigo poema. Talvez seja o que eu mais amo. Sempre relutei em publicá-lo, pois ainda tinha a ilusão de guardá-lo para e somento só, um pequeno novo livro. Tolices de vaidades deste mundo das ilusões. Ontem vi um desenho do Gustavinho, e pedi para que o escaneie, pois quero colocá-lo junto com este poema. Vários destes escritos que aqui os estou depositando vem de um arquivo-livro que na época o chamei de ESVAZIANDO A MALA, nome de um dos poemas. Aliás, meus poemas não são nem bem poemas, mas gosto de chamá-los mesmo de prosa poética, principalmente esses em que me alongo muito. Outra coisa. Creio que a maioria deles foram escritos por volta do 1994.






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