domingo, 7 de setembro de 2014

MAIS ALGUNS



Poesia de Passagem



A milionésima mulher
que encontrei num ônibus,
e à distância amei,
surpreendeu os meus velhos valores.
Veio falar-me!...
E disse-me que como eu,
estava infeliz,
e só,
e intranqüila...





A MULHER DE PEIXES

Deusa misteriosa,
não sofras mais!
Deixa esse altar de sacrifícios
e abraça-me forte,
que tens o afeto
maior do mundo,
e ensina-me o segredo,
o canal para o Divino.


TEMPO DE AMOR

Novamente, o tempo do amor!
Penso nela.
Outra vez: sorrir, amar, sofrer, chorar.





AMOR

Saciado, te amo pouco;
tarado, muito...
louco!

  
FELICIDADE

Felicidade é tarde de domingo,
dia de futebol,
de sol amor e gol.
  

NEM TODO

Nem todo homossexual é puto,
embora a bunda dão,
mas heteros viados hão,
e abundam, não?



NO SUBÚRBIO 1


Nos fios de luz do subúrbio,
pendurados rabos de pipas flutuam;
e a rua, alongada, desconhecida,
arranca-me saudades escondidas,
de quando?... de quando?...



NO SUBÚRBIO 2


A procura do ninho,
um casal de passarinhos
pousou no telhado.


A casa era azul,
o céu era azul,
e eu esperava.


Olhava o dia
e sabia;
olhava a casa
e sonhava.

imagina!











PARA SORRIR.


A luz e a sombra,
o mais e o menos,
tudo o que sabemos
e o que não sabemos;
o bem e o mal,
o tudo e o nada,
o barro e a flor;
doença, dor,
amor e desamor;
o ponto e a reta,
a vida correta,
a bagunça,
quando o crime começa,
estão nos limites que são a vida.
Isso precisamos compreender,
vivendo,
tanto quanto dominar,
morrendo.





CONCURSOS DE POESIA


Quem da mais?!
Quem da mais?!
Por um coração quebrado,
roto,
 amarrotado!

  


O CANTO DO BEM-TE-VI


Que tinha de diferente
o canto do bem-te-vi?
Eu soube que era um aviso
                              de Deus,
que vinha dali.

O arrepio não foi no corpo,
falou-me à alma -
pediu-me calma
              confiança e fé.

Levantei-me atento
           e fui tomar meu café.



NÃO ERA TEU



Não era teu,
era meu,
um certo tio Aristeu.

Porque gostava do cara,
à ponto de poetá-lo,
não explico pela razão;
um sentimento profundo,
o jeito de churrascar,
a vibração colorada
e um tango no caminhar.

A piscadela no olhar,
talvez,
uma cumplicidade...
e o luar,
de Porto Alegre ao Chuí,
território particular.

Meio grosso,
meio guasca,
gaúcho de arrebentar,
mas simples,
sincero mirar,
e um aperto de mão,
um abraço forte,
de arrebentar!



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