Entupido, literalmente,
de coisas para ler e estudar,
com volúpia,
com vontade,
não consigo fazê-lo,
por causa do trabalho
de ter que ganhar a vida
e río-me, com escárnio
e penso na massa,
no populacho
e penso nos ricos
a contraparte da miséria
e río-me, com escárnio
penso nos políticos e nos
religiosos
nos militares e nos
bancários
nos lavadores de carros
e nos superfuncionários,
sem encontrar saída para
eles.
Não há saída!
- Você é louco, dirão!
Podem dizer, mas que não há,
não há...
Eu encontrei-a
e posso partilhá-la...
Encontrei-a na natureza das
coisas
que nenhum superfuncionário,
militar ou rico verá,
encontrei-a no som das
estrelas
nos murmúrios do mar
no amor que dou, sem cobrar,
na liberdade do basta final
às instituições e religiões
formais
a todas essas porcarias
oficiais
que escravizam as mentes
vampirizam o ser
e os enquadram
ou para rezar
ou para ganhar dinheiro
" e serem felizes!?
"
- Ô louco!
Encontrei-a na arte de amar
mas sobretudo num mergulho
que dei
interior
quando liguei a lanterna da
curiosidade
e fui observando-me dentro
uns pontinhos estranhos, reluzentes,
uns pontinhos estranhos, reluzentes,
- mas que?
Um firmamento!?,
Estrelas?
Eu descobrí, gente!
Estrelas brilhando em mim,
lá
dentro!
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